Catolé do Rocha - Paraíba

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Macaca 'Chico' deixa ONG em Assis e retorna para família em São Carlos

Animal foi retirado pela Polícia Ambiental no começo da noite desta 2ª feira.
Idosa de 71 anos terá dez dias para adequar estrutura e alimentação.


A macaca ‘Chico’ foi retirada pela Polícia Ambiental da Associação Protetora dos Animais de Assis (APASS) no começo da noite desta segunda-feira (19). Depois de uma liminar concedida pela Justiça no último dia 14, o animal será devolvido para a família de Elizete Farias Carmona, com quem viveu por 37 anos em uma residência de São Carlos. As duas cidades do interior de São Paulo ficam a 330 quilômetros de distância. Na ONG, 'Chico' recebeu um novo nome: 'Carla', em homenagem a São Carlos.
Antes da transferência, que teve apoio do Corpo de Bombeiros de Assis, um veterinário realizou exames para elaborar um laudo sobre a saúde de ‘Chico’. Peso, altura e condições físicas foram avaliados. A macaca estava na entidade desde 3 de agosto, quando foi recolhida da casa em São Carlos.
Macaca 'Carla' foi removida em uma gaiola para ser levada até São Carlos (Foto: Alexandre Azank / TV TEM)

De lá para cá, o Ministério Público entrou com um pedido de liminar para que o animal fosse devolvido à família. Apesar de a moradora de São Carlos não ter um documento oficial que autorize a criação da macaca, a juíza Gabriela Muller Carioba Attanasio disse que documentos do processo apontam sinais de domesticação do animal durante os 37 anos, o que estabeleceu um vínculo familiar e uma interação entre a mulher e a macaca.  
Após a chegada do animal, prevista para a noite desta segunda-feira, Elizete Carmona, de 71 anos, terá dez dias para oferecer um viveiro adequado, além de uma alimentação indicada para a espécie. As melhorias deverão ser comprovadas por um laudo de um veterinário.
Animal está com a família de São Carlos
por 37 anos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

De acordo com a ONG de Assis, a macaca da espécie ‘prego’ chegou ao local com três quilos abaixo do peso ideal. Um cardápio chegou a ser preparado com alimentos apropriados. Isso deverá ser aplicado em São Carlos para que o mulher não corra o risco de perde o animal novamente.
A Secretaria do Meio Ambiente foi notificada nesta segunda-feira e teria o prazo de cinco dias para cumprir a determinação. Apesar da transferência de ‘Chico’, a assessoria de imprensa do órgão estadual afirmou em nota no começo da noite de que o procedimento só seria realizado nesta terça-feira (20), o que não ocorreu.
Entenda o caso
O animal foi retirado da família de São Carlos pela Polícia Militar Ambiental após denúncias, no dia 3 de agosto deste ano. Encaminhado para a APASS, veterinários comprovaram que o macaco era uma fêmea. O macaco-prego 'Chico' foi entregue para Elizete Carmona em 1976 por um caminhoneiro amigo da família.

'Chico' apresentou resistência ao ser retirado da família de Elizete. De acordo com a Polícia Ambiental de São Carlos, em março a aposentada recebeu uma licença provisória para continuar com o macaco até que fosse encontrado um lugar adequado para ele, o que aconteceu no começo deste mês.
Macaca 'Carla' ficou no viveiro da associação desde 3 de agosto (Foto: Alan Schneider / G1)
Fonte: G1

II Manifestação Crueldade Nunca Mais é realizada em diversas cidades do Brasil

O Movimento “Crueldade Nunca Mais” luta desde Janeiro de 2012, para o aumento das penas para crimes contra animais. Nesta época, o movimento realizou a maior manifestação pelos animais que já aconteceu no Brasil, em 216 cidades brasileiras, além de Miami, San Diego, Londres e Nova York.
Desde setembro de 2012, a campanha do movimento é para que a pena mínima seja de dois anos de prisão, em toda a seção de crimes contra a fauna, afastando a possibilidade de transação penal, e suspensão condicional do processo, o que implicaria em maior controle e diminuição de tais crimes.
Quem não pôde se deslocar pode participar das manifestações pode contribuir pela internet. As petições estão disponíveis nos sites www.reformadocodigopenal.com ewww.crueldadenuncamais.com.br. Milhares de pessoas já assinaram.
O ato aconteceu em todo o país e repercutiu na imprensa nacional. Veja abaixo uma compilação de matérias sobre a participação de diversas cidades nas manifestações, publicadas neste fim de semana:
Campina Grande (PB)

Em Campina Grande um grande e especial público se reuniu na Praça da Bandeira para apoiar o aumento das penas aos crimes cometidos contra os animais. 
Assinaturas do abaixo assinado, distribuição de material educativo foram realizadas durante toda manhã.






Aracaju (SE)

Aracaju (SE) também aderiu ao movimento que pede o aumento da pena para crimes cometidos contra animais. Na tarde deste domingo, 18, dezenas de pessoas participaram da II Manifestação “Crueldade Nunca Mais”, na cabeceira da ponte de acesso ao bairro Coroa do Meio. Em Sergipe, de janeiro até agora, 15 animais explorados para tração foram brutalmente assassinados.
Para a presidente da entidade Educação e Legalização Animal (Elan), Nazaré Moraes, os crimes cometidos contra os animais não dão prisão e por isso os agressores não se sentem intimidados. “O grande problema é que no Brasil as penas não dão prisão e mesmo que se chegue ao máximo da pena, que seria de um ano e quatro meses, que é considerada menor teor ofensivo, dá no máximo uma pena alternativa. De janeiro até o momento, 15 animais explorados para tração foram assassinados entre cavalos e jumento, isso sem falar dos animais domésticos. Dentre os crimes está o caso de uma jumenta que foi estuprada e, além disso, atearam fogo. Uma cadela também foi estuprada no Bugio, dentre outros casos de violência contra os bichos, que muitas vezes sobrevivem com as sequelas”, lamentou Nazaré.
Impunidade
Nazaré ressaltou ainda, que tanto a impunidade quanto a cultura de utilização de carroças nas vias da capital e até no interior, são fatores que contribuem para a violência contra os animais explorados para tração. “O carroceiro costuma jogar o bicho na rua já que geralmente não tem espaço para deixá-lo e acaba indo para as vias, causando a morte do animal e das pessoas envolvidas no acidente”, diz.
Fonte: Infonet
Campo Grande (MS)

Pelo menos 200 pessoas participaram, na manhã deste domingo (18), da segunda manifestação “Crueldade Nunca Mais: vem para rua pelos animais”, promovida pela OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul).
Para chamar a atenção, o grupo, que pede o aumento, no texto do novo Código Penal, da pena para crimes cometidos contra os animais (PLS 236/12), ficou no cruzamento da rua 13 de maio com a Avenida Afonso Pena, no centro.
Munidos de cartazes e vestidos com a camisa do movimento, os envolvidos falaram com motoristas parados no semáforo. Alguns condutores, coincidentemente, saíram às ruas hoje e levaram o melhor amigo no carro.
A pedagoga Joyce Pereira, de 30 anos, é uma das participantes. A mulher está acompanhada do marido, Wilian Alves, de 32 anos. Os dois estão distribuindo porções de ração, doadas por uma clínica veterinária.
Joyce é mais uma protetora dos animais. Apaixonou-se pela causa cedo. Quando criança, mesmo contra vontade dos pais, recolhia animais abandonados na rua. Hoje, a pedagoga ajuda em uma associação, a Cão Feliz.
O ato deste domingo também reuniu políticos. O vereador Eduardo Romero esteve presente, representando a Câmara Municipal e, em entrevista ao Campo Grande News, disse que, na Casa, já tramita um projeto para a criação de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Veterinária.
O parlamentar acha importante que ocorram mobilizações como de hoje porque, na avaliação dele, falta conscientização. Já existem leis nesse sentido, que protegem os animais, disse, mas é preciso fiscalização para que elas sejam aplicadas.
Blumenau (SC)

Cerca de 100 pessoas participaram na tarde deste domingo da manifestação Crueldade Nunca Mais, em Blumenau. Devido à chuva, a concentração que estava prevista para ocorrer no Parque Ramiro Ruediger foi transferida para o pátio do Ginásio Galegão.
Integrantes de seis ONGs de defesa dos animais participaram, com o apoio do Departamento de Bem Estar Animal, da prefeitura.
Segundo Sueli Amaral, presidente da Hachi ONG e coordenadora local do movimento, a intenção é pedir a ampliação das penas a quem cometer crimes contra os animais. O projeto de lei 236/12, que prevê a revisão do Código Penal, tramita no Senado e deve entrar em votação no próximo mês.
– Esperamos que os legisladores se sensibilizem – aposta Sueli.
Com camisetas e cartazes, os manifestantes reforçaram a reivindicação a favor do fim dos maus-tratos.
Além da Hachi, participam também as ONGs Aprablu, Operação Gato de Rua, AMA Bichos, Focinho Feliz e Associação dos Defensores de Animais de Blumenau.
Jaraguá do Sul (SC)

Cerca de 50 pessoas participaram da manifestação Crueldade Nunca Mais, promovida pela Associação Jaraguaense Protetora dos Animais (Ajapra), no Centro de Jaraguá do Sul, na tarde deste domingo.
O protesto faz parte de uma campanha pelo aumento das penalidades para crimes contra animais no novo Código Penal. Os participantes também reivindicaram ações do poder público local, como a castração em massa de cães e gatos carentes, a implantação de setores de bem estar animal em todos os municípios do Vale do Itapocu e a conscientização sobre a guarda responsável.
A entidade atende, em média, 20 denúncias de maus-tratos por mês. A Ajapra também ajuda famílias carentes com alimentos e remédios para os bichos.
Baixada Santista (litoral de SP)
Uma manifestação para combater a crueldade contra os animais aconteceu ao longo deste domingo nas cidades da Baixada Santista e em outras regiões do Brasil. Em Guarujá, Itanhaém, Peruíbe, Praia Grande e Santos atos foram organizados pelos defensores de animais.
Em Santos, o evento ocorreu na Praça da Independência, no Bairro Gonzaga, e contou com aproximadamente 300 pessoas, segundo Luciene Padron Alves, que está participando da manifestação. “Algumas pessoas vieram com animais, apesar da organização pedir que não trouxessem os bichos, devido ao som alto”, relatou para A Tribuna On-line.
Fonte: A Tribuna
Rio de Janeiro

Um grupo de manifestantes protestou pelo aumento de pena contra quem comete crimes contra animais, na manhã deste domingo (18), na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio.
O grupo saiu da frente do Hotel Copacabana Palace, às 11h, em direção ao Leme, ocupando uma das duas faixas de uma via da Avenida Atlântica. A outra via já estava fechada, como ocorre em todos os domingos, para a área de lazer. A modelo Yasmin Brunet e as atrizes Thayla Ayala, Giovanna Ewbank e Lady Francisco apoiaram o ato. De cima de um carro de som, elas incentivam mais pessoas a participar do protesto.
A manifestação, que ocorre em outras cidades do Brasil por uma causa nacional, também teve reivindicações locais. A veterinária Andrea Lambert, organizadora do Movimento para Salvar Animais Cariocas (Mosac), entregou um manifesto contra o sucateamento da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA). Segundo o manifesto, os abrigos e postos veterinários vinculados à SEPDA não têm responsabilidade técnica, o que inviabilizaria o atendimento e o tratamento dos animais.
Fonte: G1
Maceió (AL)


Dezenas de pessoas saíram em passeata pela orla de Maceió, na manhã deste domingo (18),  pedindo punição às pessoas que cometem crimes contra animais.
O grupo se concentrou em frente ao Alagoinha, na Ponta Verde, e em seguida partiu em direção à orla de Jatiúca.  A forte chuva que atingiu a capital alagoana na manhã de hoje não impediu que os manifestantes levassem faixas, cartazes e gritassem, acompanhados de um carro de som, pedindo por uma pena mais rígida aos infratores.
Segundo a representante do Grupo Vida Animal de Maceió, Luceli Mergulhões, a ação, que acontece em várias cidades do país, foi realizada para chamar a atenção das autoridades sobre o assunto.
“A pena para quem maltrata os animais vai até no máximo um ano de prisão. Isso é mais um incentivo do que uma punição. Além do que, aqui em Alagoas não há uma delegacia especializada neste tipo de crime, o que é um absurdo”.
Além de pedir por uma lei mais rigorosa, o grupo também falou sobre o controle de natalidade dos animais, já que se vê muitos bichos “perambulando” pelas ruas de Maceió. “Queremos pedir aos governantes que olhem para estes bichinhos e façam alguma coisa. Estamos falando de vidas que precisam de amor, atenção e cuidados”, ressalta Luceli.
João Batista de Oliveira Filho, de 35 anos, é tosador em um pet shop e destacou a importância da ação. “É um absurdo o que acontece com os animais que são maltratados. Estamos aqui hoje pedindo por mais justiça, porque não estamos de acordo com a impunidade”.
As ONG’s e clínicas veterinárias de Maceió estão registrando um grande número de animais que foram resgatados após serem maltratados.
Um deles é cão Milagre que recebeu este nome depois de ser covardemente jogado do viaduto João Sampaio, no bairro do Jacintinho, em Maceió, no dia 6 de julho deste ano. Ele caiu no meio da pista da Avenida Governador Afrânio Lages, mais conhecida como Leste-Oeste e ainda, após a queda, foi atropelado por um carro.
Um outro crime que impressionou os funcionários do Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa), foi o de uma cadela que foi encontrada com arame no corpo e na boca para não latir. Segundo uma funcionária da ONG, ela treme de pavor ao ver que uma pessoa está se aproximando, já que ficou com trauma das agressões.
Fonte: G1
Acre

No Acre, o movimento ‘Crueldade Nunca Mais’ realizou neste domingo (18) um ato em defesa aos animais na Concha Acústica do Parque da Maternidade. De acordo com a organização, participaram de cerca de 60 pessoas. Essa é a primeira vez que o evento, feito simultaneamente em todo o país, é realizado no estado.
Durante o evento foi assinado um petição e dois professores de sociologia fizeram palestras para o grupo. “A lista da petição vai passar agora por alguns colégios, dos professores que participaram do evento e vão levar para os alunos. Enviaremos para São Paulo na semana que vem “, afirma Vanessa Facundes, da organização de adoção de animais Patinhas Carentes e uma das organizados do evento.
A petição pede por penas mais severas para quem maltrata os animais.  “A petição pede penas maiores para quem maltrata os animais, quatro anos de prisão, e que o tráfico de animais sejam igualitários ao de drogas e armas”, explica Vanessa.
Originalmente o ato pretendia realizar uma passeata, mas devido ao sol forte, o grupo preferiu realizar as ações em frente a Concha Acústica, onde estava marcada a concentração.
Fonte: G1
Joinville (SC)


Num dia chuvoso na capital paulista, a garota Lara Meinert deparou-se com uma cachorrinha em sua porta que, ao vê-la, jogou-se aos seus pés. Amor à primeira vista.
Percebendo os machucados e as condições precárias daquela cadelinha de rua, Lara tratou os ferimentos e a adotou. Hoje, aos 19 anos, Lara é tutora da Puca, de cinco anos de idade.
— Sempre procuro ajudar outros cachorros que não tiveram a sorte de Puca — conta a jovem, sócia de uma confecção de roupas para animais, durante a manifestação Crueldade Nunca Mais, realizada neste domingo de manhã em Joinville.
A manifestação reuniu cerca de 70 pessoas na avenida Beira-Rio, portando faixas e cartazes para chamar a atenção em relação aos casos de violência contra animais.
O grupo luta pela aprovação do anteprojeto do novo Código Penal (PL 236/12), que aumenta para quatro anos a pena pelo crime de maus-tratos aos animais. O texto deve ir à votação no Senado esta semana.
Atualmente, a pena varia de três meses a um ano de detenção, muitas vezes transformada em penas alternativas, como pagamento de cestas básicas, explica a presidente da Frente de Ação dos Direitos dos Animais (Frada), Ana Rita Hermes.
O movimento teme que haja retrocessos no texto da lei.
O receio se deve à alegação de integrantes da comunidade jurídica de que há uma desproporcionalidade na aplicação das penas por estabelecer maior punição para crimes cometidos contra animais do que para omissão de socorro a crianças abandonadas.
O movimento em favor da pena de quatro anos mobiliza 130 cidades no País. Ana Rita diz que há muitos casos de cachorros que são arrastados atrás de carro e até enforcados, entre muitos outros casos de abusos e que, segundo ela, não podem passar despercebidos pela sociedade.
Como denunciar maus-tratos
- Fazer boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil
- Com o BO em mãos, encaminhar o assunto à Fundema e ao Ministério Público
- Disque-denúncia 156

Teresina (PI)


Pelo menos cem pessoas participaram neste domingo (18) na Avenida Raul Lopes em Teresina de uma protesto em defesa do direitos dos animais. O ato público começou por volta das 17h30 e contou com a organização da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa).
Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam penas mais severas para as pessoas acusadas de maus tratos aos animais. De acordo com Roseli Klein, o protesto acompanhou a mobilização nacional que pede mudanças no Código Penal Brasileiro.
“Nós queremos penas mais duras para as pessoas que cometem esse tipo de crime. Aqui em Teresina recebemos inúmeras denúncias de envenenamento e abandono, como também já tivemos um cão que foi esfaqueado e morto esse ano. É preciso uma delegacia especializada para acompanhar esses casos e punir os agressores”, disse.
Este é o segundo ano consecutivo que a Apipa participa da Manifestação Crueldade Nunca Mais, que é realizada em várias capitais do país.
Para a protetora Isabel Moura, coordenadora da Apipa, a manifestação foi uma forma de cobrar providências do Poder Público. “Queremos aproveitar esse momento e pedir providências dos gestores, para que eles olhem com interesse e dedicação à causa”, enfatizou.
Durante o ato público a ONG recebeu a doação de ração, material de limpeza e medicamentos para ajudar a manter os animais abrigados na sede da associação.
Fonte: G1

domingo, 18 de agosto de 2013

Quanto vale o seu shampoo?


Muitos dos cosméticos que fazem parte de nosso cotidiano foram testados em animais, que foram torturados com processos que não possuíam um controle adequado dos componentes químicos com os quais aqueles seres eram mantidos em contato.
Para testar a toxidade de um produto, coelhos foram submetidos ao contato com elementos químicos. Os efeitos colaterais de tal contato nunca são levados em conta. Mesmo com os testes em animais, menos de 20% dos compostos químicos que usamos diariamente foi analisado. A FDA (Administração Federal de Alimentos e Medicamentos) na Índia suspendeu a licença da Johnson & Johnson ao encontrar grandes quantidades de óxido de etileno nos simples talcos para bebês.
Quanto desse lixo estamos consumindo sem perceber?
Tudo começa com a produção de cosméticos (como os humanos não têm o mesmo contato com os produtos de limpeza, os testes em animais para esses produtos são menos frequentes). A cada dia, vemos novas fórmulas cheias de promessas: cabelo sedoso e brilhante, pele macia e saudável, e outras tantas milhares de promessas relacionadas à beleza. Por trás de tudo isso estão os animais que são torturados para que esses produtos cheguem às prateleiras.

As multinacionais contratam laboratórios especializados onde são realizados todos os tipos de testes. Coelhos, ratos e porquinhos-da-índia são os mais utilizados por sua pele mais sensível e sua córnea muito mais delicada. Eles são obrigados a ficar em contato com os componentes químicos, os quais são administrados diretamente nos olhos, por inalação ou aplicação direta sobre a pele. O objetivo é verificar o grau de toxidade dos compostos e conhecer os danos que podem causar.
Os animais são presos com correntes para evitar que se lambam e, assim, se limpem. Quando os produtos são aplicados nos olhos dos animais, estes são impedidos de fechá-los para que não produzam lágrimas que “lavem” os olhos. As cordas vocais dos animais para testes são cortadas para evitar que produzam som, o qual seria insuportável tendo em vista o sofrimento. Para obter uma amostra representativa, o mesmo teste é repetido em vários animais. Os animais morrem pela intensa dor que lhes causam as feridas, desidratados pelo vômito intenso e afogados – e isso tudo sem poder externar a sua dor. Esse é o preço daquele maravilhoso shampoo que promete um cabelo sedoso.
Há diversos tipos de testes em animais. Um deles é o DL50 – Dose Letal 50 -, que consiste em aplicar uma generosa quantidade do composto químico que se deseja testar em pelo menos 200 animais, e ir aumentando a quantidade do produto até que 50% dos animais morra. Isso serve para determinar a letalidade do produto. Os animais que sobrevivem são sacrificados para que seja feita uma análise de seus tecidos internos, a fim de revisar a relação entre a quantidade do produto e a resistência e tolerância a ele.
Não é possível obter um resultado exato desses testes, porque os resultados podem variar de acordo com a raça, linhagem, idade e sexo do animal. Ainda assim, essa prática subsiste em países como China, Japão e Estados Unidos.
Este ano, a União Europeia proibiu a venda de cosméticos testados em animais. Essa proibição percorreu um caminho de 20 anos até que fosse aprovada. Atualmente, nenhum cosmético que tenha sido testado em animais pode ser vendido na União Europeia. Mesmo os produtos importados e vendidos lá devem comprovar que não realizaram esse tipo de testes durante a produção. No entanto, artigos relacionados à saúde (como remédios) estão isentos dessa proibição; portanto, basta apenas mudar o nome do produto para poder transgredir a lei.
As empresas que ainda fazem uso desses testes tentam justificar-se afirmando que seu objetivo é manter saudável o ser humano. Se realmente isso fosse verdade, o número que elementos cancerígenos seria menor e as pesquisas estariam centradas nos efeitos colaterais, não nas quantidades letais. Além disso, atualmente há outros testes alternativos disponíveis, realizados com células-tronco em laboratórios e que não comprometem a vida dos animais – mas seu custo é maior.
Muitos dos produtos que usamos – shampoo, sabonete, creme dental e mesmo produtos para o rosto – não passam por uma análise de toxidade adequada. Nos Estados Unidos, dos mais de 12 mil compostos químicos tóxicos, apenas oito foram suspendidos nos últimos dez anos. Mesmo assim, usamos esse lixo tóxico sem perguntar, mas ninguém se importa mesmo!
P&G, Unilever, Johnson & Johnson são algumas das empresas que testam seus produtos em animais. No entanto, há muitas outras empresas que encontraram métodos alternativos a essa prática. Victoria’s Secret, Zara e Lush, dentre outras empresas, têm lançado produtos sem testá-los em animais. Por acaso os indígenas precisavam testar os pigmentos naturais em outros animais antes de pintar seu próprio rosto? E nenhum deles morreu de câncer.
Não ignoramos que vivemos na era moderna e que o contexto é outro, mas é necessário evoluir também a mente e comprar de forma consciente. Não podemos exigir que a sociedade melhore e evolua se não agimos de acordo com o que pedimos. Não podemos defender os direitos humanos se apoiarmos as guerras, tampouco podemos dizer que amamos os animais se compramos produtos feitos com o sofrimento deles.
As compras que fazemos são semelhantes ao nosso voto. Se podemos escolher um político, podemos escolher também um produto que não seja feito com sofrimento animal. Precisamos pensar em como nos sentiríamos se nos tirassem a voz para que pudessem, tranquilamente, aplicar em nós produtos químicos que queimassem a nossa pele, irritassem nossos olhos e produzissem feridas profundas, que nos matariam lentamente. Morrendo de dor e sem poder gritar. E ainda dizem que as baratas e ratos é que são repugnantes. Repugnante é essa espécie que acaba com o planeta sem remorso algum.
Em dias como o de hoje, tenho vergonha de ser humana.
Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no site destas organizações:
Cruelty Free International http://www.crueltyfreeinternational.org/
*Baseado no texto original “Tu shampoo costo por lo menos 200 animales muertos”, de Steve Ramirez, publicado nesta semana no site “Kienyke”
Fonte: ANDA

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Jantar beneficente

Olá pessoal, boa noite! 

Olha só, não esqueçam que dia 30/08/2013, às 19:30h, haverá um jantar beneficente pela causa animal no Complexo Mirante. 

Se você não os conhece e quer participar, deixe um recadinho aqui na nossa página ou no nosso blog: ongapac.blogspot.com

Traga sua família e venha se divertir ao mesmo tempo ajude os animais de rua. Detalhe: criança não paga! 

Contamos com a sua presença 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

João Pessoa (PB) realiza encontro com ONGs de proteção aos animais e órgãos públicos

Foto: Divulgação/Paraiba
Nesta quarta-feira (14), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Gvaz), realiza um encontro entre o poder público e organizações não governamentais de proteção animal, a partir das 19h, no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O objetivo é apresentar as atribuições da Gvaz e as mudanças implementadas pela atual gestão em relação à proteção dos animais.
No evento, que será aberto pelo secretário municipal de Saúde, Adalberto Fulgêncio, haverá uma apresentação das ações que a Gvaz realizou pelos animais de João Pessoa (principalmente os que vivem nas ruas), neste primeiro semestre de gestão do prefeito Luciano Cartaxo.
Alguns destaques serão: as exposições para adoção de animais, como cães e gatos, com a participação de ONGs e a implantação da guarda responsável; o funcionamento da Unidade de Controle Populacional de Cães e Gatos; e o controle da leishmaniose. Após a apresentação da Gvaz, cada uma das ONGs e dos órgãos públicos convidados terão cinco minutos para sugestões e propostas.
Participarão do encontro as secretarias municipais de Meio Ambiente (Semam) e de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), o Corpo de Bombeiros, a Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente, a Polícia Ambiental, as ONGs e, também, protetores individuais.
Fonte: Paraiba

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tutores desesperados procuram cadela que sumiu dentro de pet shop em Porto Alegre (RS)

Foto: Divulgação

A família de Shaiene Camargo, que vive em Porto Alegre (RS), passa por momentos de tristeza e preocupação. Isso graças ao desaparecimento de Kyra, uma cadela SRD pequena, de três anos, que é o xodó da família. O caso aconteceu no último dia 29, por volta das 15h30, depois de Kyra ser levada ao pet shop e desaparecer.
Shaiene conta que seus pais haviam levado Kyra para banho e tosa na Pet Shop Michelon, no bairro Sarandi. Por volta das 16h45, sua mãe, Márcia da Silva Camargo, foi buscá-la e, chegando lá, foi informada do sumiço de Kyra. Buscas foram feitas, mas a cadela não foi encontrada.
Os tutores de Kyra contam que a procuraram por mais de duas horas, na companhia dos responsáveis pelo estabelecimento, mas, ao não conseguirem encontrá-la, a dona do Pet Shop Michelon disse não ser responsável pelo desaparecimento do animal. “Por volta das 19h30, a responsável pelo local falou para o meu pai que era ‘apenas’ um cachorro e que eles estavam procurando há mais de duas horas. Disse que se não fosse encontrada, nada mais poderia se fazer”, declarou Shaiene.
“A responsável chegou a dizer que meu pai a estava ameaçando. Meu pai disse que não era assim que funcionava e que eles deveriam assumir a responsabilidade deles, mas ela apenas disse que estava sendo ameaçada e que iria denunciá-lo”, disse.
A família diz ter tentado registrar um Boletim de Ocorrência na data, mas foi informada de que a delegacia em questão só registrava casos de homicídio.
“Meu irmão voltou a tentar contato com a responsável pelo pet shop, mas ela disse que se não encontrassem a Kyra, ela poderia nos dar outro cachorro. Nós não queremos outro, queremos a nossa Kyra”, declarou Shaiene.
A família informou, em entrevista para a Redação da ANDA que, no último dia 02, conseguiu registrar o Boletim de Ocorrência. Shaiene diz que pensa em processar o estabelecimento por negligência, mas as buscas por Kyra continuam.
Negligência
O caso de Shaiene e Kyra não é o primeiro. Diversos animais correm riscos, todos os dias, por conta da negligência de pet shops.
Em Cuiabá (MT), um cachorro da raça poodle desapareceu de um pet shop após passar por uma sessão de banho e tosa no estabelecimento. A tutora do animal, a estudante de direito, Carolina Carvalho Carvielli, de 20 anos, conta que a vida dela parou desde o desaparecimento de Pepi, que tem oito anos. “Não consegui mais ir à faculdade e nem ao trabalho. Meu esforço neste momento é tentar encontrar meu cachorro que é uma das maiores paixões da minha vida”, salientou.
Casos do gênero são cada vez mais comuns e tutores precisam ficar atentos aos estabelecimentos que utilizam, preferindo, sempre, observar o serviço e acompanhar o banho e tosa de seu animal.
Redes Sociais
Sem resultado com as buscas, a família publicou um apelo nas redes sociais, pedindo informações a respeito do paradeiro da cadela. Diversas pessoas entraram em contato, mas em nenhum dos casos Kyra foi encontrada.
Se você tiver qualquer notícia a respeito de Kyra, entre em contato com a família pelo e-mail: shaiane.camargo@hotmail.com.
Saiba como agir
Casos de desaparecimentos como o da cadela Kyra são comuns. Para evitar que seu animal corra riscos, perdido nas ruas, veja como agir em casos similares:
1. Quanto mais rápido você agir maior a probabilidade de encontrá-lo;
2. A primeira providência é procurar perto de casa. Se houver mais de uma pessoa na família, dividam a área, assim ganharão um tempo precioso;
3. Pergunte para as pessoas da rua. Procure o cão não apenas com os olhos, mas, principalmente, usem a voz chamando-o pelo nome ou pelo apelido carinhoso;
4. Do lado de fora da casa, deixe roupas com seu cheiro e brinquedos dele. Se seu cão estiver perdido, será mais fácil para ele seguir o cheiro e achar o caminho de volta;
5. Espalhe cartazes com a foto e as características do animal em locais de grande fluxo de pessoas como padarias, supermercados, clínicas veterinárias, pet shops, entre outros. Você pode fazer em casa mesmo, em papel comum em impressora doméstica.Se ele é portador de alguma doença crônica ou necessita medicação específica ressalte isto no cartaz. Descreva o local da fuga e, por segurança, não dê o endereço exato, mas, por exemplo, entre as ruas X e Y e coloque um telefone celular para contato ou e-mail;
6. Faixas também costumam dar um bom resultado, mas não são permitidas em locais públicos de São Paulo.Porém, podem ser colocadas em residências.
7. Faça um anúncio no jornal local do seu bairro. Geralmente, estes jornais têm um número grande de leitores, o que aumenta as chances de encontrar seu animal.
8. Há entidades de proteção e defesa animal que organizam Feiras de Adoção. Alguns animais colocados para adoção foram encontrados perdidos. Entre em contato com estas entidades através da internet.
9. Vá ao Centro de Controle de Zoonoses, pois o animal pode ter sido recolhido por um veículo de controle animal. Mesmo que o cão não esteja lá, comunique as características do animal e deixe um telefone para contato e volte lá em outros dias.
10. Anuncie nas comunidades da internet, como facebook, orkut, twitter. As comunidades sobre cães, doação, adoção e achados e perdidos são excelentes lugares. Para ter mais chances de sucesso, mantenha seu tópico no topo da comunidade escrevendo uma nova frase nele todo dia.
11. Não desista. Seu animal sente sua falta tanto quanto você dele e deve estar muito assustado.
Fonte: ANDA

Sumiço de animais domésticos em Campo Grande (MS) pode ser criminoso

Isabel Cristina acha estranho o sumiço do cão, mas não fez B.O. (Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado)
Considerados verdadeiros membros da família, os animais causam desespero e angústia entre seus familiares quando desaparecem sem deixar vestígios. Há mais de dois meses procurando Ferrugem, um poodle toy de cinco anos de idade, a comerciante Isabel Cristina Matias, 42 anos, ainda sofre com a saudade e o luto pelo animal desaparecido.
Isabel tem indícios que levam a acreditar que o seu cãozinho foi sequestrado. “O Ferrugem sempre ficava na frente da minha loja deitado na calçada. Os vizinhos viram ele sendo atraído por algumas crianças e alguns instantes depois, ele sumiu”, relata, com nó na garganta. Descrente da ajuda policial, Isabel não registrou boletim de ocorrência. “Conheço pessoas que fizeram B.O. e não resolveu em nada”, alega. Junto com sua família, seus quatro filhos e marido, a comerciante divulga fotos de Ferrugem em páginas da internet pedindo informações do paradeiro do cachorro.
De acordo com Priscila Arraes Reino, advogada voluntária da Abrigo dos Bichos, existem diversos casos em que o desaparecimento do animal parece ter sido causado por espécie de sequestro. Ela recomenda que o tutor faça boletim de ocorrência. “A pessoa pode denunciar, fazer um boletim de ocorrência. Mas não será considerado sequestro, mas sim um furto”, diz. “Para a Justiça, o animal é tido como um bem, propriedade, e não uma pessoa. É como se tivessem pegado um carro, uma carteira sua”, explica.
Priscila acredita que a lei deve evoluir nesse sentido. “A gente criou uma relação com o animal e a lei ainda não acompanhou essa evolução do nosso sentimento. A lei ainda está nos tempos em que as pessoas tinham relação de propriedade com o animal”, diz.
Segundo Michel Neves, da comunicação da Polícia Civil de Campo Grande (MS), são raros os casos de registro de boletim de ocorrência informando desaparecimento de animais domésticos. “Não há estatística nesse sentido, até porque são poucos casos registrados”, diz. Neves ressalta que a pessoa deve fazer o B.O. Em outras capitais brasileiras, já são frequentes os sequestros de animais.
As ocorrências servem de alerta para os campo-grandenses. “As pessoas acham que Campo Grande ainda é uma cidade pequena, mas não é mais. Os tutores não podem deixar os animais passearem sozinho, e devem tomar cuidado para eles não pularem o portão. Isso pode acontecer com qualquer um de nós”, alerta Priscila, do Abrigo dos Bichos. “É importante ter a coleira de identificação, até porque na maioria das vezes quem encontra o animal tem boa fé e tenta devolver ao tutor”, ressalta.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ele é surdo, ela é cega! Cães superam deficiências e se ajudam em abrigo animal


Eva e Dillon são dois cães que, literalmente, se completam. Eva é cega, Dillon é cego e surdo. Os animais vivem em um abrigo na Califórnia, nos Estados Unidos. Juntos, eles passam por cima das deficiências e se apresentam como animais animados e divertidos.

No Natal de 2012, Eva (cadela da imagem acima) foi encontrada perdida entre montanhas congeladas. Na ocasião, ela foi resgatada pela equipe do Marley’s Mutts Dog Rescue e meses depois adotada por uma família.

Porém, a cegueira de Eva atrapalhou a convivência com a família. A cadela acabou sendo devolvida ao abrigo de animais onde conheceu Dillon.

Além de cego, Dillon é surdo e também possui uma história muito triste. O animal foi recolhido em uma estação de trem. Os funcionários do abrigo acreditam que Dillon tenha sido levado para um “passeio” e nunca mais foi buscado pelos seus donos.


Superando as dificuldades, assim que Eva e Dillon se conheceram a sintonia foi instantânea! Os animais realizam juntos todas as atividades do abrigo americano: dormem, comem, passeiam e brincam na companhia do melhor amigo.

Fonte: R7